Editorial: Torre de babel

Quatro meses após o início do novo governo e a promessa de um novo modelo de governar, Brasília está virada em uma verdadeira torre de babel. Com influências externas e sem a mesma linguagem interna, membros do governo não se entendem e, com frequência, o presidente Jair Bolsonaro tem desautorizado seus subordinados. Bolsoaro também tem entrado em seara onde não deveria interferir, como foi o caso do aumento do óleo diesel que causou um rombo bilionário na Petrobras.

Hoje, Bolsonaro desautorizou o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que em entrevista à Folha de S. Paulo disse que o Brasil criaria um novo imposto e que taxaria até dízimo das igrejas. O presidente Bolsonaro disse que foi surpreendido pela declaração do secretário.

Bolsonaro afirmou que em seu governo em não haverá criação de novos impostos, principalmente para igrejas que, segundo ele, fazem excelente trabalho social. Bolsonaro está certo, se não fosse o papel desempenhado pelas igrejas os gastos do governo federal com ações social e em outros setores seriam hoje muito mais elevados.

Se o secretário da Receita Federal falou era porque o novo imposto estava em discussão, mas não deveria ter sido vazado. Parabéns ao presidente Jair Bolsonaro pela firme decisão de não criar mais um imposto pelos próximos quatro anos. Mas, convenhamos já se passaram quatro meses de governo, está na hora de alinhar o discurso e todos falarem a mesma língua.

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