Casal vive momentos angustiantes com casa alagada

Um casal viveu momentos angustiantes na última noite durante o temporal que atingiu a cidade de Cascavel. Eles moram no pátio da Igreja Tempo de Vencer, no cruzamento das ruas Pio XII com Rio de Janeiro, no centro de Cascavel.

A água subiu muito, derrubou parte do muro do estacionamento da igreja e o casal ficou ilhado. “Se a chuva não tivesse parado a vida deles estava em risco”, conta o pastor José Costa.

Chuva alagou toda a casa (foto: Divulgação)

Quando o pastor chegou ao local após um pedido de socorro, o casal estava em cima da cama e a casa alagada. A mulher, grávida, estava desesperada com a o volume de água que atingiu a casa. A chuva acabou danificando o portão eletrônico o que dificultou para o pastor conseguir entrar no local.

“O pior é que todo o ano acontece isso. Os engenheiros da prefeitura vieram aqui, passamos todas as informações só que eles não resolveram o problema. Aqui na [rua] Osvaldo Cruz, entre a Rio de Janeiro e São Paulo alagou tudo, tinha carros boiando e entrou tudo dentro da casa, umas lojas, o pessoal perdeu toda a mercadoria, só que a prefeitura não resolve essa situação, todo o ano é o mesmo problema”,diz o pastor.

Otmar Pires Neto, que mora na casa, disse que praticamente todos os móveis foram danificados. “A gente percebeu que a chuva estava muito intensa, muito forte. Observando o terreno aqui onde está a casa começamos a perceber que o nível da água começou a subir. Quando eu fui à cozinha olhar se tinha goteira, já estava entrando água dentro cozinha”, conta.

Banheiro tomado por lama após o temporal

Em pouco tempo a casa foi tomada pela água e, do lado de fora, a água estava chegando ao nível da janela.

Outros alagamentos

A Prefeitura de Cascavel informou que ocorreram alagamentos em vários pontos da cidade. Em uma hora – entre 23 horas e a meia-noite – o volume acumulado de chuva chegou a 74,8 milímetros, segundo o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná). Durante o período de chuva intensa, a Defesa Civil Municipal recebeu pelo menos 16 chamados de alagamentos em vários pontos da cidade e de quatro destelhamentos. A situação mais grave foi registrada na região do Bairro Santa Cruz, no entorno das obras do Ecopark Oeste, na Rua Tamoios.

O trabalho das equipes da Defesa Civil e da Guarda Municipal para atender estes chamados e os demais nos vários pontos da cidade iniciou ainda durante a noite. Engenheiros da Secretaria de Serviços e Obras Públicas avaliam a situação desde o início da manhã de hoje (7), dando suporte às famílias atingidas.

No local, três famílias tiveram as casas alagadas e os móveis danificados devido ao rompimento do bueiro que está em obras na Rua Tamoios. De acordo com o diretor da Sesop, Sandro Camilo Rancy, houve entupimento da rede o que acabou levando rompimento pelo excesso de lixo e de água. Duas das famílias ocupam área de preservação e integram acordo com a Prefeitura, por meio da Cohavel, para deixar o local até o dia 10 de março, uma delas, inclusive, com fábrica irregular de paver no local. Engenheiros da Sesop e da empresa responsável pelas obras passaram a manhã no local conversando com as famílias, avaliando os estragos e buscando soluções para o impasse. O bueiro já foi desentupido pela construtora que executa as obras do Ecopark

De acordo com o secretário de Agricultura e presidente da Cohavel, Ney Haveroth, as seis famílias que residem na área de preservação que integrará o Ecopark Oeste firmaram o acordo dia 14 fevereiro para deixar a área até o dia 10 de março. Elas se comprometerem em pagar aluguel por um período de seis meses por conta própria até que a Cohavel construa as moradias em terrenos já definidos. Após a realocação, elas terão um prazo de 240 meses para quitar as moradias ao Município.

Obras do Ecopark acabaram causando transtornos para moradores do entorno (Foto: Secom)

  Chamadas

O diretor operacional da Defesa Civil, Newton de Jesus Silva da Fontoura, disse que as equipes de plantão receberam chamados de várias regiões da cidade além desse local, desde o Brasília e Alto Alegre para destelhamentos; alagamentos mais significativos também foram registrados nas ruas Sete de Setembro com a Vitória; Marechal Deodoro com Cuiabá e Sociologia, no Faculdade. “Todos foram atendidos num primeiro momento por equipes da GM e Defesa Civil durante a madrugada e agora estamos avaliando com a presença de engenheiros da prefeitura. A previsão inicial era de 6 milímetros de chuvas para o dia todo, mas em uma hora choveu quase 75 milímetros, deixando muitos estragos. Mas estamos trabalhado para dar suporte a todas as famílias, com lonas onde for necessário e com os encaminhamentos necessários”.

Paralelamente, duas equipes da Secretaria de Meio Ambiente estão trabalhando para atender aos pedidos de retiradas de árvores e galhos que foram derrubados com os fortes ventos registrados durante a temporal. Até o momento, são 30 chamados, em vários pontos da cidade.

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